Na queda de braço com o Tribunal de Contas do Estado (TCE), o governador Confúcio Moura (PMDB) chamou seus secretários, assessores e até mesmo a imprensa e deputados estaduais. Tudo isso para evitar que projetos de interesse do Executivo continuem travados, atrapalhando programações como a mudanças das secretarias de Estado para o Palácio Rio Madeira.
Nos bastidores políticos circula a informação que a “briga” estaria acontecendo devido à abertura de uma vaga no TCE. Os conselheiros estariam reivindicando a nomeação da esposa de um deles para o cargo vitalício, de acordo com o que se diz nos corredores do Palácio Getúlio Vargas. Acontece que Confúcio estaria propenso a nomear o cunhado Francisco de Assis.
Na reunião realizada no TCE, Confúcio teria demonstrado a apatia de sempre, pedindo ajuda. A secretária executiva da regional de Porto Velho, Isis Queiroz, foi bem mais contundente e eficiente do que o governador. Explicou detalhadamente que a mudança da estrutura do governo para a Palácio Rio Madeira resultará em uma economia de aproximadamente R$ 60 milhões por ano em áreas como limpeza, transporte e vigilancia.
Como esperado, houve réplica. Os conselheiros permaneceram calados, mas técnicos do Ministério Público de Contas reagiram, afirmando que não era viável fazer uma lista de preços para serviços que exigem continuidade. Esse tem sido um dos argumentos utilizados para “segurar” o funcionamento do Palácio Rio Madeira.
Novamente Isis Queiroz “partiu para cima”, explicando que a lista de preços era para o período de um ano, tempo em que vai durar a mudança de toda a estrutura para o Palácio Rio Madeira. Ela respondeu à altura. É bom lembrar que o Ministério Público de Contas nada tem a ver com o Ministério Público do Estado (MPE) nem com o Ministério Público Federal (MPF). Trata-se de um órgão interno do TCE.
Quando Isis Queiroz demoliu os argumentos do Ministério Público de Contas, a situação acabou se tornando tensa. Para os articulistas políticos que acompanhavam a reunião, ficou nítido que Confúcio e os conselheiros estavam medindo forças. Nesse momento o governador entrou no meio, obrigando Isis a se calar, acalmando a situação.
Confúcio propos a formação de uma comissão com gente do Executivo, TCE e Assembleia Legislativa para avaliar dos processos antes que eles cheguem ao Tribunal de Contas. No dito do governador, isso evitaria entraves.
Na prática, Confúcio expõe o Tribunal de Contas, inclusive com a convocação da mídia, e com a formação da comissão evita que os processos continuem “travados”.
fonte: tudorondonia
Em cumprimento ao que determina o §1º do art. 2º da Resolução 23.364/TSE, estas informações são provenientes de enquete. Não se trata de pesquisa eleitoral, prevista no art. 33 da Lei nº 9.504/97, e sim de mero levantamento de opiniões, sem controle de amostra, o qual não utiliza método científico para a sua realização, dependendo, apenas, da participação espontânea do interessado.