Nunca vou perde minha fé afirma Damares Alves na Globo News
Por: Eduardo Braga
4 de janeiro de 2019

Damares Alves na Globo News: “eu nunca vou negar a minha fé”

Durante entrevista, ministra questionou: “Se eu não fosse evangélica, será que haveria tanta resistência?”

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, foi entrevistada no Jornal das 10, da Globonews, nesta quinta-feira (3). De maneira principal, em diversos momentos os jornalistas do canal tentaram constrangê-la, ignorando as respostas dadas por ela e tentando fazê-la comparar revelações dadas pelo presidente Jair Bolsonaro.

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Ao abordar o vídeo que procriou polêmicas nas redes sociais, onde ela manifesta que “menino veste azul e menina veste rosa”, Damares pontificou que usou uma “metáfora” e que não se lamentou.

“De jeito nenhum, foi uma metáfora. Temos o outubro rosa, o novembro azul. Vamos respeitar a identidade biológica das crianças. E digo mais, podemos chamar menina de princesa e menino de príncipe no Brasil que não há nenhuma desordem nisso”, confirmou.

Comprovando que existe uma dessemelhança entre falar sobre ideologia de gênero para adultos e para crianças, como vem acontecendo nas escolas do Brasil, ela lembrou que há “ideólogos” que protegem que a criança nasce neutra e depois escolhe o que ela quer. Para a ministra, essa discussão deveria ficar restrito à academia.

Por mais de uma vez precisou dizer novamente aos entrevistadores que o ministério está procurando criar políticas públicas voltadas para a família, e que não intenta criar leis que regulem atuações. “Não queremos impor nada. Vamos deixar as crianças em paz”, suplicou.

Ficou evidente no programa que os profissionais da GloboNews usaram o mesmo pontos de vista com que discorreram o então candidato Jair Bolsonaro, durante a campanha eleitoral no ano passado.

Sem negar sua identidade, Damares amestrou porque determinou a si mesma como “terrivelmente cristã” em seu discurso de propriedade.

“Estão com medo de uma pastora ministra de Direitos Humanos. A partir do tempo breve que entro no ministério, não posso astúcia de mim a minha fé. A minha fé caminha comigo e eu nunca vou negar a minha fé. Quem está na ordem daquele ministério é uma advogada, uma educadora e que acredita em Jesus Cristo. O estado é laico e nós vamos respeitar. Ninguém está sobrepondo religião.”

Logo depois, debateu: “Se eu não fosse evangélica e professasse uma outra fé, será que haveria tanto efeito de resistir?”. Como não houve resposta dos jornalistas, prosseguiu: “Não estou querendo obrigar nenhuma religião. Ninguém vai ser desprezado por causa de sua fé”.

Em outro momento do programa, protestou do modo com que vem sendo respeitada pela grande imprensa desde que teve seu nome anunciado por Bolsonaro.  “Minhas falas como ministra começaram ontem (quarta, dia 2). A imprensa tem pinçado falas minhas de pregações. De quando sou intensa quando falo com minha seção e puxo a orelha muitas vezes”, mostrou.

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