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Caso de uso de dados do Facebook Cambridge Analytica declara culpada
10/01/2019 às 16:35 (Atualizado em 06/02/2019 às 16:25)

A Cambridge Analytica, assessoramento britânico que trabalhou para a campanha eleitoral do presidente americano, Donald Trump, se afirmou culpada nesta quarta-feira (9) por ter se recusado a divulgar dados pessoais que tinha extraído do Facebook. A empresa foi sentenciada por um tribunal de Londres a multa de 15 mil libras (US$ 19,1 mil ou 16,7 mil euros) e terá ainda de pagar os custos do processo, no valor de 6 mil libras.

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O Facebook já havia aceito que a Cambridge Analytica—uma assessoria política que administrou a campanha digital de Trump em 2016 — aproveitou um aplicativo para coletar informações privadas de 87 milhões de usuários sem seu entendimento. A empresa depois consumiu estes dados para mandar aos usuários publicidade política principalmente adaptada e desenvolver notifiques detalhados para ajudar Trump a ganhar a eleição contra a candidata democrata Hillary Clinton.

Nesta quarta-feira, a Cambridge Analytica se afirmou acusada por não obedecer uma lei do regulador britânico responsável da proteção de dados (ICO, na sigla em inglês), que mandou que ela confessasse os conhecimentos que tinha sobre um professor americano, David Carroll. Carroll havia pedido para saber quais dados sobre ele a companhia tinha e como os havia obtido.

Ao considerar culpa pelo descumprimento da lei, a empresa relevou, porém, que “este julgamento não sugere o uso indevido de dados” e nem estaria estabelecido a matéria.

Relembre o caso

A audiência, executada na pequena sala de um tribunal nos arredores residenciais de Londres, ofereceu dados sobre um caso que agitou a reputação do Facebook.

O advogado representante da ICO certificou ao tribunal que a Cambridge Analytica atingiu reunir o equivalente a 81 bilhões de páginas impressas de dados sobre os usuários do Facebook.

Reportagens dos jornais britânicos “The Guardian” e americano “The New York Times”, publicadas há um ano, levaram a ICO a retirar os computadores e servidores da Cambridge Analytica como parte de uma investigação. Desde então a empresa, com sede em Londres, se pronunciou em falência.

Segundo o advogado da ICO, a empresa tinha dito a Carroll: “Você não tem permissão de fazer (uma solicitação de passagem a dados), assim como um sócio dos talibãs sentado em uma caverna no canto mais remoto do Afeganistão também não pode”.

Mais tarde, um dos eficazes da Cambridge Analytica disse ao regulador que “desejava não persistir sendo assediado com este tipo de solicitação”.

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